segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

BAZAR 2010

Este post não é pra falar do passado. É para deixar registrado aqui um dos momentos preferidos da minha atualidade. Como já disse, fico torcendo para chegar logo em Viena e nela mostrar as pessoas responsáveis por me fazer viver o que há de melhor nessa cidade. Com elas, minhas amigas, tudo se transforma em uma grande festa, mas essa festa, da qual falo agora, é o colírio dos nossos olhos.

Todos os anos, no Áustria Center acontece um grande Bazar que tem como objetivo arrecadar recursos para ajudar instituições sociais que trabalham em prol das crianças carentes de todos os continentes. Para isso, no grande dia, damos uma volta ao mundo em apenas alguns minutos e vemos grande número de países engajados nesse espírito humanitário, expondo e vendendo seus produtos típicos.

 
Por essa causa, nós brasileiros, também doamos todas  nossa energia do corpo e do coração na intenção de ajudar e fazer com o nosso trabalho o bem, sem ao menos querer saber a quem. E quem pensa que fazemos somente por "dever", se engana, pois aproveitamos para lavar a alma com nossa música, nosso povo, nossa cultura e principalmente, com a nossa alegria que acaba contagiando todos os povos que por já conhecer a nossa fama, procuram as cores mais importante deste bazar. O VERDE E AMARELO. Agora ao som desta música linda, convido a vocês a dar uma pequena e deliciosa volta ao mundo...



as Babuskas russas....

  Wiener schnitzel da Áustria...

com a carne Argentina, nossa amiguinha...

com a paixão do Alexandre (Lost in Japan)....


Com kebab turco

                                     com um francês, de coração brasileiro e admirador das cazaquistanesas.                                                    

... Enfim, então se atravessa o oceano e numa emoção diferente, sim porque é diferente, se chega aqui:


Mas para se chegar aqui, nós representantes dessa grande pátria amada fizemos muito por merecer. Foram dias de encontros, reuniões, discussões para se formar equipes e facilitar o trabalho. Daí surgem as "equidecoracao", "equicozinha", "equimúsica", "equipirinha" ...  e assim por diante. Depois disso, foi é só colocar as mãos na massa, no brigadeiro, nos músicos, nos limões, na cachaça e esperar o resultado.

Não somos as mulheres rendeiras e sim, as brigadeiras.
Fazendo pasteis

A nossa fotógrafa oficial
Tão bonitas quanto aos nossos pasteis

E nem parece que tem quinhentos brigadeiros pra enrolar

Prontinho! A "equicozinha" comemorando uma etapa cumprida 
No nosso meio a agitação é geral. Não se fala em outra coisa. Na véspera do Bazar já começa a devoção, mas também a diversão. O trabalho da decoração das barracas imita a construção da Torre de Babel. Línguas e pensamentos se misturam: É a Costa Rica que não nos entende, é o Brasil que não entende o Cazaquistão, é a Turquia que quer mais espaço, é a nossa crítica à Argentina, é a Argentina de olho na gente... tudo isso é motivo para muitas risadas e excitação. É o que faz o Bazar ser uma grande festa. Ah, duvida? Confira então!


O resultado de um carinho...

As nossas delícias.....

A obra e as suas "criaturas"



Um destaque para a miss Brasil. Nãaaao, não sou eu. Quer dizer... também, mas aqui estou falando da CAIPIRINHA. É ela, a grande responsável pelo sucesso da nossa barraca. São vendidas quase duas mil caipirinhas arrecadando de sete a oito mil euros, dependendo do ano. Os maridinhos se matam fazendo caipirinha para as crianças carentes se embriagarem com os euros que os "gringos" nos dão na melhor das intenções.                      



A "equipirinha" pronta para o trabalho,  o francês, de coração brasileiro, nao larga da paquistanesa


Os garotos "caipiretes"



E as equipes se misturam, se ajudam, viram uma só...


e tem que acelerar...

Olha lá, o francês de coração brasileiro sem a paquistanesa



E daqui, nao se sobrou nada...


Gabi, a nossa "Miss Pitu"


a nossa mistura...



a nossa miss sorriso lindo...

A nossa "Miss caixa"





E ele tenta dançar a nossa dança...



Esse já aprendeu. É peruano de coração brasileiro. Quando samba, todos param para olhar. Ele é a nossa festa.



E elas? Elas são o cartão postal da nossa terra.


E eles? Eles representam  nossas empresas, nossas riquezas aqui fora


A nossa boa vontade e carinho...



... a nossa energia




Essa energia contagiante que faz com que a russa e a portuguesa queiram um pouquinho do nosso verde e amarelo




"Equifeijoada" fez bonito


As "caipiretes"... assim nao tem como nao vender duas mil caipirinhas




...esse francês!!!!!!!!!










Um carinho especial para a nossa fã e amiga russa...




o enfeite perfeito da nossa festa



Fim de festa. É hora de comemorar, pois mais uma vez o Brazil foi o melhor!!!!!



"Equiamigas" fiz essa homenagem a vocês que tanto merecem. As que não puderam participar e as que já participaram, mas que não estão mais conosco, são lembradas o tempo todo com muita saudade. Uma por uma. Sabemos que a nossa união faz a força e nós fazemos a alegria desse grande momento.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

- SASSARICANDO NO ARAME -

Depois de um longo período longe desse mundo "vicial" volto contando um pouco da minha viagem. Fui ao Brasil e para quem mora fora de lá, sabe que ir ao Brasil significa: amar, comer e rezar para que tudo dê certo.

Amei reencontrar meu povo, ouvir minha língua no meu país, que nos primeiros dias, incrivelmente a gente até estranha quando se ouve português a nossa volta. Troço maluco, mas logo passa. Como sabem, meu porto é Brasília, que pra variar, me esperava de braços abertos, céu azul, temperatura perfeita e já com cheirinho de secura no ar. Aqui me entrego, me reencarno, me sinto e me acho

Bom, por amor e por recear que minhas filhas ramifiquem de vez suas raízes em solo estrangeiro, as embarco de vez enquando numa aventura, rumo ao Arame, aquela insignificante cidadezinha perdida no meio do nada lembram, né? Pois é no meio desse nada que meus pais contam as horas, minutos e segundo pra nos ver. Então, vamos lá! De Brasília a Imperatriz de avião é moleza. Em duas horas... pronto! Estamos em solo maranhense.
Bruna e Michelly no aeroporto de Imperatriz.
É noite e o melhor a fazer é dormir na cidade. As oito horas da manhã, do dia seguinte, meu sobrinho, cheio de boa vontade, nos pegou no hotel em Imperatriz e seguimos viagem. Depois de quatro anos sem fazer esse trecho embarquei sem expectativa de encontrar  melhororias nas estradas ou na vida daquela gente. Maridinho que estava ali pela primeira vez, só tirava foto e dizia: eita mundão! Ele e as crianças estavam felizes de poder estar comigo nessa expedição. Curiosos e ansiosos fomos nós.
A viagem seguiu tranquila e divertida. Comecei a ver com outros olhos uma paisagem que antes, na ansiedade de abraçar a família, não via. Paisagens que me lembravam versos, e por um fio de memória me vi numa cena recitando Gonçalves Dias: "minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá..." e até me bateu uma sensação gostosa do privilégio de ter nascido na cidade do interior e poder fazer parte desse mundo tão particular.

Nada mudou realmente. Ainda é comum passar por caminhões com pneus pro ar devido as mesmas condições precárias das estradas. As pessoas ainda trabalham e passeiam no lombo dos seus jegues que nas horas de folga, desfilam para os motoristas atravessando a pista na maior exibição. Vejo que o tatu ainda continua sendo o animalzinho de estimação das crianças. As construções continuam frágeis e inacabadas. Essa fonte inesgotável do descaso desse povo esquecido encanta Bruna e Michelle que, de dentro do carro observam tudo atentamente. E vendo que elas opinam, dando outro rumo ao que veem, fico feliz de poder cultivar os meus vínculos e mostrar a elas de onde tirei forças para que elas pudessem viver de forma diferente.

Enfim...
Depois de seis horas de uma cansativa e ansiosa viagem avisto o  bairro onde moram meus pais. Maridinho exclama: eita nós! e tira foto... Me entristeço ao ver tudo tão largado. O carro passa e a essa altura, o bairro inteiro já sabe da nossa chegada. Olhares dos quais não conheço mais, nos seguem curiosos. O meu coração acelera na medida em que me aproximo da rua Rua Matias Firmino. A rua que leva o nome do meu pai, ta! A rua está feia e suja, com muitas comadres ainda sentadas nas portas. Os melequentos correm pra lá e pra cá, sem preocupação. As casas inacabadas parecem abandonadas pelo desmazelo dos seus donos. Num segundo penso como estaria a dos meus pais. Com certeza tão feia não estaria, pois nunca foi. Desde a minha infância eu sempre achava a minha casa a mais bonita do pedaço. 
De repente avisto a minha casa.  Não disse? Ela continua sendo a mais bonita do bairro. Sempre foi assim, graças ao gosto pela profissão do meu pai e ao capricho da minha mãe. A cor escandalosa que se destaca me agrada. As crianças correm para o abraço. São as mais felizes com a nossa chegada, principalmente por causa dos presentes que estão loucas pra receber e eu pra dar. Maridinho foi a sensação. Deu muito mais alegria a esse momento tão esperado. Foi tratado como um rei e exibido como um trofeu. E depois de muito agarra agarra, comilança, relatos da expedição, distribuição de presentes, trocas de admiração e disse me disse, relaxei em berço esplêndido. O berço do meu velho e eterno lar.












Procurei aproveitar de tudo. Entre meus pais me senti mimada, amada, amparada. Na cidade, me senti decepcionada, mas nada que uns gostosos abraços de uns e de outros, não me fizessem sentir num dos lugares mais maravilhosos do mundo. Então, tomamos banho de rio, dormimos debaixo de mosqueteiro, visitamos igreja feita pelas mãos do meu pai, o que me fez abraçá-lo orgulhosamente, visitei velhos conhecidos, tios, primos, sentei na porta da rua, falei das meninas que ainda hoje engravidam com menos de 18 anos... enfim. Curtimos pra valer. E no colo da mamãe, mais uma vez senti o gosto amargo da despedida que só é suportável pela experiência que já temos desses momentos que raramente passamos juntos. Raro, mas intenso. Com isso espero ter energia para continuar falando de "DUAS VIDAS DOIS AMORES."


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quarta-feira, 2 de junho de 2010

- MAIO - 2012

Ufa... ufa...
Pensei que não fosse mais voltar. Maio para mim é sempre assim... cheio de bons motivos para comemorar a vida. E nesse maio de 2010 não poderia ter sido diferente. Sumi porque recebi amigos maravilhosos que vieram de longe para o meu aniversário e eu queria aproveitar todos os segundos ao lado deles.
Fizemos passeios fantásticos, viagens inesquecíveis, participamos de momentos únicos, fizemos coisas que nunca imaginaríamos um dia fazer, falamos de tudo, rimos do nada e nos divertimos como nunca. 

Uma festa da Suse totalmente esportiva com direito a uma deliciosa caminhada pela floresta, um delicioso show na frente de uma deliciosa fogueira e muito mais... Me senti num woostock. Foi lindo! Foi maravilhoso reencontrar tanta gente.



Depois desse dia inesquecível na Alemanha fomos à Amsterdam. E o que aprontamos por lá, humm... não conto, não conto, não conto... só conto que foi com gente importante. Robbie Williams, Bono do U2 e muito mais. Por eles, subo às paredes. Ainda bem que existe homem-aranha pra me salvar.


Voltando à Áustria, fomos à Melk visitar esse antigo mosteiro. A  cidade onde ele fica também é uma gracinha e está somente a uma hora de Viena. É um passeio imperdível!

A esta altura, o 27 de maio estava chegando. E ao contrário de muita gente eu aaaamo o dia do meu aniversário. Festejo antes, durante e depois. E mesmo com tudo pronto, ainda fico na maior expectativa. O lugar, um espetáculo! Uma vista sedutora para vários pontos da cidade. Um show de rock único e exclusivo dado pela banda "Blau in die Nacht" da minha filhota Michelly. Um grupo de amigos, que em lugar nenhum do mundo se encontra mais, homenagens dignas e inesquecíveis. Convidados vestidos a caráter para uma noite de rock que ficaram divididos entre as atrações da festa e a vista de Viena.


E assim, foi maio. E assim, procuro não desperdiçar a vida tirando proveito dos momentos especiais que batem à minha porta. Espero me reanimar para continuar escrevendo a minha velha história. Deixo aqui o meu muito obrigado a todas as pessoas maravilhosas da minha vida.
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